Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 27 de março de 2018

É tempo de 'cristianização'



Como já havia adiantado aqui neste espaço, a candidatura de Temer à reeleição não passava de blefe de jogador, era apenas um recado que não apoiaria a candidatura do pefelista Rodrigo Maia, vulgo 'Botafogo', daí o anúncio simultâneo ao lançamento da candidatura daquele filhote da ditadura.

Agora, Temer começa a operar a segunda parte do plano lançando Henrique Meirelles à disputa da sucessão de Dilma Rousseff, exatamente pela legenda emedebista, sob sua batuta e com o aval do rentismo parasitário que sonha em ver um dos seus comandando o país.

Claro que Temer sabe que Jader Barbalho, Renan Calheiros, Eunício Oliveira e até José Sarney, dentre outros coronéis da política, não nutrem qualquer simpatia pela candidatura do banqueiro na medida em que sabem que teriam pouco espaço em seu governo.

No entanto, Temer deve apostar nas respectivas condições políticas dos rebentos desses coronéis em relação à máquina comandada por ele nas eleições, por isso espera que todos marchem juntos com a candidatura do partido para não evitar surpresas em seus currais eleitorais.

Ainda assim, é pouco provável que o poste vá mijar no cachorro. Diante do ceticismo que contamina grande parte do eleitorado, bem como da onda Lula que se forma, tornar-se-á uma consequência natural pela sobrevivência o abandono da candidatura do partido.

Pensando bem e sob essa ótica, talvez a candidatura Meirelles vá acabar em algum estado onde o agiota em tela seja viável para abocanhar alguma cadeira do Senado, persistindo o suspense a respeito de como marchará o MDB nas próximas eleições. Mistério!

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