
O brutal assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, provavelmente perpetrado por grupos de extermínio compostos predominantemente por policiais militares; e a selvageria patrocinada pelo gangster e falsário João Dória contra os professores das escolas municipais paulistanas são fatos trágicos a atestar o estado de exceção que o vil golpismo de 2016 trouxe.
Estão implícitos nos dois fatos citados mais que a licença para matar e reprimir dissidentes do golpismo, mas a perspectiva sombria que toga e farda estão se unindo em favor da consolidação de um estado policial disposto a despejar a política no pântano da repressão.
E por falar em lama, não podemos esquecer do assassinato do líder comunitário de Barcarena que denunciava os desmandos de uma mineradora multinacional, caso que ganhou repercussão internacional, porém, foi incapaz de sensibilizar o cúmplice e leniente governo paraense para o risco que se consumou no brutal assassinato.
Com efeito, estamos entrando tenebrosamente no período de prantear os mortos desafetos do regime que paulatinamente recorre à brutalidade e isso deve ter consequências em outubro de 2018, principalmente se se consolidar a possível prisão de Lula. Não por acaso, um verme como Rodrigo Maia, conhecido nas rodas do crime de colarinho branco como 'Botafogo', exala otimismo com sua candidatura presidencial.
Certamente isto é fruto do que está sendo projetado pelos principais protagonistas do golpe no teatro que pretendem transformar a sucessão de Dilma Rousseff, a presidente legítima que foi apeada do poder por um conluio de malfeitores.
Jaburu, caserna e STF criam condições pra fazer triagens a fim de colocar na disputa apenas aqueles que as grandes corporações econômicas, aqui e alhures, não vejam como sapos a ser engolidos e assim dar ao golpe a maquiagem institucional que essa patranha almeja.
Não nos iludamos. Só com povo nas ruas e enfrentamento contra o estado cloaca instalado a fórceps seremos capazes de por um freio nessa sordidez. É hora dos movimentos sociais e partidos políticos acamparem, por exemplo, na frente do mais atuante dos atores do tripé do golpe, o Poder Judiciário cobrando dele uma posição condizente com seu papel formal: o de guardião da Constituição.

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