O jornal Diário do Pará se faz de morto pra enganar o coveiro, mas sua acintosa manipulação a respeito de empregabilidade é tão farsante quanto os métodos clientelistas usados pelo governador Simão Jatene.
Funciona assim: em uma página, o jornal saúda a abertura de vagas em concursos públicos realizados pelo estado. É uma forma de iludir a população com a balela que o larápio Temer não promove desemprego, principalmente após o fim da CLT.
Em outra, mete a porrada na farra dos temporários que o governo faz usando, ressalte-se, entre outras artimanhas, esses famigerados processos seletivos simplificados, um vil jogo de cartas marcadas, que não passa de ardil permissivo para a contratação de servidores temporários.
Faça-se um levantamento de quantos PSSs foram feitos aos longos desses oito anos de mandonismo jatenista e compare-se com o número realizado para contratar servidores de carreira no mesmo período para constatar a goleada do primeiro sobre o segundo.
Depois, vá até a página do governo e veja se é capaz de ter informações a respeito do número exato de servidores remunerados pelo estado, sabendo-se apenas que o governo do Pará já extrapola o limite prudencial permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal no pagamento de pessoal.
Ora, como não realiza concursos públicos, mais que arrocha salários dos servidores efetivos, os reduz de forma criminosa através de interpretações delinquentes com aparência jurídica, o que não permite acusar servidores de carreira pelo inchaço, logo, são os famigerados PSSs festejados pelo DP que provocam esse desatino.
Contando com o beneplácito midiático e a conivência do Ministério Público, Simão continua jogando a pedra e escondendo a mão. Promove a farra do empreguismo politiqueiro e culpa os servidores de carreira pelo descontrole das contas referentes ao pagamento de pessoal.
Como essa prática nefasta à eficiência do serviço público prestado foi inaugurada lá pelos idos de 1990, com a breve interrupção de 2007-2010, então, o risco de sua continuidade é iminente, caso se confirme o favoritismo eleitoral ora especulado. Uma pena.

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