Depois que a maioria do STF colocou ordem na casa jurídica do país, restabelecendo a supremacia da mais alta Corte, o conservadorismo midiático/jurídico/político fez uma substituição em seu time, sacando Sérgio Moro e escalando o ministro Luís Roberto Barroso pra armar suas jogadas.
Agora, o prendo primeiro e investigo depois subiu de status na esperança da manutenção do direito penal curitibano como um fantasma a assombrar não só na Guantânamo curitibana, mas pairando acima da sociedade e respaldado por toga mais poderosa.
Não se quer esboçar qualquer defesa do indefensável, muito menos da quadrilha particular do MT, que rouba desde priscas eras daí um dos detentos ter sido exonerado por Dilma Rousseff a fim de desmontar o esquema larápio que Temer ainda consegue sustentar no Porto de Santos.
Mas até esses malfeitores têm o benefício da dúvida enquanto não forem julgados e condenados em sentença transitada em julgado, constituindo-se qualquer pirotecnia fora desses princípios fumaça de autoritarismo e justiçamento, próprios de períodos de exceção.
A intenção clara é pressionar a opinião pública a aceitar que o rito sumário curitibano não morreu e será bastante lembrando no próximo dia 4, quando Lula será julgado pelo desvio de R$500 bilhões da Petrobras, sendo que, segundo essa acusação ciclopicamente jumentalizada, ficou só com um patrimônio correspondente a R$3 milhões, enquanto uns R$400 bilhões daquele butim foram parar na conta de seus adversários.
Agora o coup du main à Barroso terá a tarefa de dar lógica a esse teratológico enredo, tudo dentro do direito penal curitibano em que ao acusado cabe o ônus de provar que é inocente, tudo dentro do novo jogo de pressão a fim de reverter o placar verificado em 22 de março. A conferiri.

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