No primeiro governo do PSDB (Fernando Henrique, 1994/2002) os tucanos entregaram as telecomunicações, a Vale do Rio Doce, moeram os bancos e caixas econômicas estaduais na bacia das almas e abriram o capital das empresas de comunicação para estrangeiros. Esta última decisão foi tomada su misura para salvar a editora Abril. Com a corda no pescoço, a empresa dos Civita pôde vender 30% de seu controle para a Naspers por quase meio bilhão de dólares. A gigante sul-africana Naspers, como se sabe, foi durante décadas o principal esteio e porta-voz informal do regime racista de apartheid naquele país.
No segundo governo do PSDB (“Michel Temer”, 2016/?) a tucanagem perdeu o que restava de compostura e decidiu barbarizar. Usando Michel Temer como mão-do-gato, eles já rifaram o Pré-Sal, estão detonando a previdência social e queimando a CLT, guardiã de sagrados direitos conquistados pelos trabalhadores. Agora abriram a venda de terras a estrangeiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas.
Chega, certo?
Errado. O apetite dessa gente é pantagruélico, insaciável. Cada dia mais certos de que não chegarão ao poder pelo voto, os tucanos vão aproveitar o que resta de vida a esse moribundo governo golpista para tentar privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Quem leu as memórias de FHC (“Diários da Presidência”, Companhia das Letras) sabe que a venda do BB e da CEF foi um sonho alimentado por muito tucano felpudo no seu governo.
Sonho que esperam realizar, seja sob o manto do Postiço, seja pelo governo que vier a sucedê-lo em eleições indiretas.
(Fernando Morais/ Nocaute)
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