Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

O fantasma da derrota iminente


Mais uma vez, cogita-se a possibilidade de Boçalnaro não disputar a reeleição, diante da sua incapacidade de articular politicamente palanques que o tornem competitivo.

Sem o 'bolsodória', que surfou nas ondas das fake news em 2018; sem o togado justiceiro que ajudou a aterrorizar a população do Rio de Janeiro até mostrar que era um bandido e sem o 'novo' surrado de MG, tão surrado quanto a surrada mamatocracia travestida de 'nova política', praticamente nada restou.

A situação é tão grave que, em São Paulo, Boçalnaro quer que seu partido lance um candidato a governador que sequer é filiado, muito menos domiciliado no estado, sendo oriundo de Goiás; em Minas Gerais, o tal novo quer reeleger-se daí correr léguas de distância do boçalnarismo, restando o Rio de Janeiro, onde o fantoche disponível carece de densidade eleitoral.

Em números, São Paulo tem 33 milhões de eleitores; Minas Gerais 15,700 milhões e o Rio de Janeiro 12,400 milhões de eleitores, sem palanques fortes nesses estados a derrota se afigura iminente, sem contar que no Nordeste, que possui 40,5 milhões de eleitores, Boçalnaro tem 66% de rejeição junto a esse eleitorado, ou seja, cerca de 70% do colégio eleitoral brasileiro é desfavorável à recandidatura fascista.

Nesse sentido, não é precipitado afirmar que ele pode desistir da reeleição e disputar a vaga de senador pelo Rio de Janeiro, algo que traria a vantagem adicional de permitir que Carlos Boçalnaro, o Carluxo, pudesse legalmente disputar uma vaga na Câmara Federal pelo estado do Rio de Janeiro consolidando a blindagem do 01, 02 e 03, o primeiro ainda com mais quatro anos de Senado, o segundo candidato a deputado por SP e o terceiro no Rio.

Isto poderia ter para Bozo mais um lucro eleitoral, ao sair da alça de mira da artilharia midiática pesada contra si, que voltaria a direcionar seu armamento apenas contra o favorito Lula e em favor daquele que venha representar a hoje combalida terceira via, porém, com a possibilidade de herdar parte considerável do espólio eleitoral do fascismo a fim de evitar que o candidato petista liquide a fatura já no primeiro turno. Tá cedo, mas faz todo sentido. A conferir.

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