Enfrentei a chuva do início da tarde e fui à Feira do livro, este ano realizada no ginásio Lorotinha, oficialmente denominado de Guilherme Paraense.
Qualquer festa de aparelhagem deve ser um pouco mais organizada, seja pra entrar no recinto e nele circular, do que nessa feira onde se busca material para a boa leitura.
Como a clientela predominante na Feira é de professores e professoras, o governo do estelionato eleitoral caprichou na tortura e no sadismo na hora de mal informar e subjugar a quem não desistiu de ir até o fim.
Definitivamente, o referido ginásio é inadequado ao evento, daí espremerem tanto os kit nets, outrora stands, que esses lembravam mais no acanhamento as antigas barraquinhas do arraial de Nazaré, na antiga praça Justo Chermont.
Um corredor de duas vias era tudo o que você tinha pra percorrer, depois do imenso sofrimento pra entrar no recinto e muito dos stands/kit nets lembravam mais aquelas bancas de revista lá em São Brás, onde livros doados e mal cuidados são vendidos.
Espero que o governador Helder Barbalho, do alto do seu ar de conselheiro Acácio, não esteja pensando seguir a sugestão do funcionário da mídia familiar governamental para cobrar ingresso na Feira, forma mais sumária de combater estudantes de escola pública em sua vontade de ler.
Enfim, a Secult caprichou na desorganização, na pobreza do evento, no uso de pessoal mais afeito ao controle do ingresso em festas populares do que em um acontecimento que demandava maior sensibilidade no tratamento do público, como se a aglomeração precisasse ser feita a fim de ser apresentada na propaganda oficial como 'sucesso de público'. Não dá!


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