Onze médicos, dos quadros do renomado hospital Sírio-Libanês(SP), estão prestando assistência e fazendo cirurgias em municípios como Santarém, Belterra e Aveiro, no oeste paraense.
Segundo o informante, um colunista local, a empreitada faz parte das ações da ONG Zoé, que caracteriza-se por esse tipo de auxílio aos que mais necessitam de cuidados em uma sociedade tão desigual.
Claro que iniciativas dessa natureza são dignas de todos os elogios, sendo sempre benvindas em situações de penúria social como a ora vivida, tanto social quanto econômica, fruto de uma aventura golpista.
Todavia, em si mesma, tal iniciativa acaba parecendo também uma grande homenagem do vício à virtude na medida em que decorre de boicote, por grande parte da classe médica, de um esplêndido programa oficial desse atendimento.
Foi, sim, o programa dos governos petistas 'Mais médicos' quem escancarou a necessidade de se levar esse tipo de atendimento a locais onde nunca antes havia chegado esse tipo de ajuda, melhor, como política pública consistente e continuada.
Recusas torpes, principalmente de quem estudou em universidade pública, mas recusou-se veementemente à contrapartida de contribuir com o bem estar geral; ou acusações infames contra médicos cubanos que aceitaram o desafio ajudaram a solapar o programa.
Agora, aparece mais uma organização altruísta, meritória, porém, que transforma a obrigação do poder público em iniciativa particular, com o condão de transferir à sociedade os custos dessa iniciativa pela qual ele já paga através dos seus impostos, não sendo sua a responsabilidade por malfeitos de governantes que surrupiam esses recursos. Uma pena!


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