Observando a iniciativa do governador Flávio Dino(PSB/MA), que elevou o piso salarial dos professores da rede pública estadual para R$7 mil, bem como concedeu aumento salarial ao conjunto do funcionalismo, na ordem de 9%, fico a pensar no caso paraense.
O governador daqui prometeu, e não cumpriu, pagar o piso salarial do magistério nacionalmente vigente; preocupado com o desgaste, inventou um ardil cortando inúmeras gratificações percebidas há décadas, diluindo-as no novo piso concedido e congelado, que lá adiante será sentido no bolso.
Helder Barbalho é caso típico de governante populista, cuja orientação política o faz sentir-se dono do orçamento público, colocando essa sensação acima de direitos adquiridos e infenso a iniciativas da que teve Dino, no Maranhão, naturalizando esse desprezo pelo trabalho como se fosse austeridade.
Como 90% das receitas do tesouro paraense são oriundas da exportação de commodities, a tarefa de controlar o fluxo das despesas constitui-se tarefa facilitada, já que nossa indústria de transformação é quase inexistente, assim como o setor de serviços ora depende da expansão de atacarejos, causando a falsa impressão de prosperidade. falso porque todos gozam de isenção fiscal.
Assim, como dono do dinheiro público, bem como contando com a camaradagem dos orgãos fiscalizadores, a Alepa lhe deu autorização pra gastar metade do orçamento sem dar satisfações ao Poder Legislativo, acabamos nós, povo, submetidos aos humores e conveniências eleitoreiras do governador, que vão desde a colocação de refletores em estádio de futebol até a distribuição de tijolo em troca de voto. Não dá!


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