Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Avança a possibilidade da formação da chapa Lula/Alckmin


Pelos tititis emanados de colunas de política dos jornalões sudestinos, Geraldo Alckmin, ex governador de São Paulo e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2018, deverá deixar o PSDB em dez dias.

E mais: de uma tacada só dirá que aceita também ser vice de Lula na chapa do petista que concorrerá ano que vem, estando entre PSB e PSD a legenda que o abrigará e consolidará essa coligação até pouco tempo improvável.

Alckmin já teria até o mote de seu discurso a justificar essa aliança com um ex adversário de décadas, qual seja o momento ora vivido no país, a necessitar a união de todos para superar o fascismo e a grave crise econômica que nos assola.

Reações à esquerda já saltitam, em total desaprovação à formação dessa aliança, vista por muitos como a repetição do erro cometido em 2014, que desembocou no golpe jurídico/parlamentar/empresarial/midiático de 2016, sem levar em conta as nuances da atual conjuntura.

Esses receios são legítimos, assim como magistral é a ação de Lula em ir buscar um ex adversário histórico para neutralizar o fascismo e seus subprodutos, desenhando uma nova conjuntura política, com as mesmas legendas partidárias e os mesmos atores políticos.

Caso opte pelo ingresso no PSB, Geraldo estará em uma legenda de centro esquerda inegavelmente próxima do PT; se for para o PSD, estará em um partido que já dialoga com Lula desde que este saiu do seu cativeiro político, notadamente com o prefeito de BH, Alexandre Khalil.

Aos mais puristas, devemos lembrar que há alianças regionais espalhadas pelos quatro cantos do país, umas até impensáveis há alguns anos, mas que agora se consolidam em razão da terra arrasada encontrada por governantes de esquerda, que não tiveram outra alternativa de sobrevivência administrativa que não aproximar-se de antigos adversários. É isso

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