Extração ilegal de madeira contando com ajuda de facínoras enquistados no próprio governo federal; desvairado processo de garimpo ilegal em terras indígenas e invasão de terras públicas como nunca dantes.
Eis aí o cardápio de vilanias ofertado pelo consulado fascista de Boçalnaro que, somado ao mais espetacularmente criminoso processo de desmatamento da Amazônia, resumem a gestão ambiental exterminadora.
O Brasil ausentou-se dos grandes debates a respeito do futuro da vida no planeta terra, fruto de uma participação inicial marcada pela empulhação, bem como uma retórica que parece herdada de notórios párias históricos, outrora conhecidos por genocídios e extermínios.
Agora, quando países de todos os cantos do planeta buscam montar uma agenda comum que torne o ar mais respirável, eis que o governo brasileiro assume sua condição de pária internacional a sentenciar antepassados de alguns desses representantes, sem direito à redenção atual.
O fato do Brasil ter, hoje, um governo de extrema direita que associa progresso à destruição de patrimônios ambientais nos torna dependentes de iniciativas alienígenas para não sermos tomados todos como avalistas dessa tragédia, que o golpe de 2016 fez desabar sobre nossas cabeças.
Nesse sentido, só tratativas de cunho internacional serão capazes de nos fazer produzir uma agenda civilizada e soberana; mas, para isso, é preciso que esses diálogos comecem bem antes, talvez já, a fim de que retornemos o rumo da civilidade e da governança eminentemente humana que tanto necessitamos.


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