Quando o palanque sai do político, mas este não sai do palanque, tudo é motivo de louvaminhas destrambelhadas tratadas como feitos memoráveis.
A simples retomada de uma obra, parada há vários meses e causando inúmeros transtornos à população, virou a "geração de mil postos de trabalho" na mídia do Helder.
Alto lá. Não serão gerados mil novos postos de trabalho, e sim haverá novo recrutamento do pessoal que tocava esse tal BRT Metropolitano, podendo ser os mesmos ou outros, não importa.
Importa é que trata-se de uma obra que trará bem menos benefícios do que promete, assim como dificilmente resolverá o problema do transporte coletivo dos municípios da RMB, exceto Belém.
A capital, como vem sendo noticiado, tenta resolver seus problemas de forma independente, inclusive implantando o sistema integrado conforme já previa a Lei Orgânica do Município há trinta anos, mas os empresários do setor sempre boicotaram.
Quanto ao BRT Metropolitano, que o governo promete concluir até o mês de dezembro do ano que vem, independente disto corre o risco de mais congestionar do que desafogar o trânsito em seu trajeto, ao incentivar o uso desmedido do carro individual.
Por isso, esse desenrolar das obras de forma conturbada parece simplesmente refletir o que vem por aí, sendo as esperanças em menos sufoco, por parte de quem precisa fazer aquele trajeto diariamente, fadadas à perdição em razão da pressa eleitoreira, que teima em não priorizar o direito da sociedade.


Um comentário:
A obra do famigerado BRT no Pará é igual as novelas brasileiras só muda os atores, mas o enredo é o mesmo.
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