Amanhã o Senado Federal deve colocar na pauta de sua CCJ(Comissão de Constituição e Justiça) um projeto prevendo emancipação, do território paraense, da região do Tapajós.
Trata-se de proposta do senador amazonense Plínio Valério(PSDB), uma proposição que não conta com a simpatia de grande parte dos políticos conservadores do Pará, defensores do atual status quo.
Trata-se de matéria legislativa bastante delicada, do ponto de vista político/econômica, porém, jamais uma heresia contra os paraenses, afinal, a distância afetiva que nos afasta faz dos habitantes daquela região predominantemente separatistas.
Seria, inicialmente, um estado com 23 municípios, um PIB calculado em R$18 bilhões, uma população de 2 milhões de habitantes aproximadamente e um território abrangendo 538.049km²,maior e mais populoso que o estado do Amapá, por exemplo.
Há uns vinte e poucos anos, quando ainda se vivia a pujança econômica da Zona Franca de Manaus, grande parcela da população carcerária do estado do Amazonas era composta por pessoas oriundas de Santarém, certamente imigrantes que foram tentar a sorte no estado vizinho.
Hoje, não tenho ideia de como andam esses dados sócio/econômicos e suas consequências, mas sei que Santarém segue sendo um município com vasto potencial econômico, embora não seja contemplado pelo governo central do Pará com a atenção que deveria merecer, em termos de investimentos.
Nada garante que a separação constitua-se a pedra de toque de um eventual fausto econômico, todavia, é garantia da possibilidade de uma região com enorme potencial ter a autonomia para pensar e construir seu destino, livrando-se do toque colonial e centralizador que nos atormenta há séculos, sem qualquer perspectiva de mudança.


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