A presença sorrateira do governador paraense Helder Barbalho, no beija mão de Ciro Nogueira a quando da assunção deste à chefia da Casa Civil do governo federal no início da semana, diz muito do modus operandi político do MDB.
Vamos lembrar que o PT do Pará, assim que se consumou o golpe contra Dilma Rousseff, questionou o MDB local por se somar na primeira hora aos golpista temerários, quando mostrava-se fiel aliado petista, recebendo como resposta que "catitu fora do bando vira comida de onça".
Helder não parece ter ido à Brasília pedir penico ao irascível Bolsonaro, mas por que ali estávamos diante de um já clássico da vasta literatura traíra da capital federal, cujo desfecho deverá ocorrer já na próxima semana, quando o plenário enterrar moribundo o zumbi voto impresso.
Arthur Lira, o mago da canalhice ambígua, já avisou que o possível resultado adverso às pretensões de Boçalnaro naquela votação deve ser respeitado, caso contrário, ameaça romper com o presidente da República consolidando o isolamento político do Bozo e o triunfo do Quadrilhão.
Essa espécie de Centrão ampliado, se Boçalnaro rebarbar-se, além do isolamento presidencial, deverá articular umas duas ou três candidaturas conservadoras e comprometidas com o golpe de 2016, que deverão eufemisticamente ser tratadas pela mídia cúmplice como "terceira via".
Enquanto isso, cá no Pará, os dirigentes da legenda lulista seguirão encenando à militância e à sociedade uma convivência pacífica com Helder Barbalho, enquanto este continua com seus movimentos políticos que fazem do PT local uma legenda nanica e submissa à canalhice golpista que o partido combate nacionalmente. Não dá!


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