A direção do SINTEPP informa à categoria(tive acesso ao informe) que o procurador geral do estado, falando em nome do governador, declarou que, caso os professores rejeitem a proposta do governador Helder Barbalho, de aquiescer as 50 mil doses de vacina e quinze dias depois tornar às aulas presenciais com os vacinados, essas 50 mil doses serão canalizadas a outros grupos, ficando os docentes sem vacina.
Bom, pra quem tem como secretário de saúde um policial federal, não é estranho que um advogado do governo coordene a campanha de imunização da população paraense contra a covid; deve ser o efeito atribulado do modelo Pazuello de administrar a saúde pública, onde as vontades monárquicas e conveniências eleitoreiras de Helder sobrepõe-se a um plano racional que ajude a preservar a vida das pessoas.
Penso que o SINTEPP deveria dirigir-se imediatamente ao Ministério da Saúde, relatar o fato e cobrar maior presença do ministério e das prefeituras a fim de evitar esse despotismo sanitário eivado de intenções torpes às custas de expor docentes e discentes a riscos desnecessários em momento tão delicado, com a famigerada diplomacia do Itamaraty sendo responsável pela queda de 17% nas doses anteriormente previstas.
Deveria, ainda, a categoria dos professores dirigir-se aos ministérios públicos estadual e federal a fim de que esses façam ver ao governador que há freios e contrapesos legais à sua vontade de sátrapa, cujos "olhos do rei" desviados das competências afins, ainda parecem vendados pela demagogia e obsessão eleitoreira, que tenta esmagar tudo aquilo que não pode dominar. Coisa típica de candidato a Napoleão de hospício.


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