Governadores convocados a depor na CPI do Genocídio foram ao Supremo Tribunal Federal para anular a decisão. Há precedente, em 2011, se a memória não me falha, quando o governador de Goiás à época, Marconi Perillo, obteve êxito em recurso semelhante.
Bem, governadores estão sob a fiscalização das Assembleias Legislativas, de TCEs, dos MPs, Federal e Estadual, dependendo da origem dos recursos analisados, e são julgados nacionalmente pelo Superior Tribunal de Justiça(STJ), daí ser lógico que o STF não entre nessa.
Mesmo para quem alega, com uma boa dose de razão, que governadores costumam ter relações estreitas com orgãos regionais que os fiscalizam, lembremos que o ex governador paraense Simão Jatene(PSDB) responde a um processo no STJ desde de 2004, sendo que foi foi feito um pedido de vista no meio do julgamento e o processo foi perdido dela, da vista do distinto público.
Espera-se, então, que a nossa Suprema Corte coloque uma pá de cal nessa manobra diversionista, feita por senadores bolsonaristas que tentam desviar o foco da CPI do capitão, ensejando que o comando da comissão retome o controle dos trabalhos e produza um relatório coerente com tudo aquilo até aqui revelado, já suficiente pra deixar Bolsonaro no mesmo patamar penal do ex governador Sérgio Cabral Filho. Só isso.


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