Quem acompanha minimamente o noticiário a respeito da pandemia ao longo desse mais de ano de sofrimento e dor percebe claramente: o ex ministro Eduardo Pazuello mentiu desbragadamente.
Êpa, mas foi só ele? Claro que não. Depois que o senador Omar Aziz, presidente da CPI do Genocídio, deu um salvo conduto à mentira de depoentes a lorota correu solta, safada e deslavada em cada frase.
Se tivesse seguido o que diz o Regimento Interno do Senado, a quando da torrente de mentiras proferidas pelo ex secretário de comunicação Fábio Wajngarten prendendo-o, não teríamos chegado onde chegamos.
De lá pra cá, foi uma verdadeira gincana da falsidade ideológica dos três depoentes cada qual mentindo mais que o outro, a ponto do general Pazuello ter passado mal, hoje, após seu depoimento pantagruélico em mentiras.
Que não queiram recolocar as coisas no trilho amanhã, isto é, que não tenham a infeliz ideia de prender a capitã Cloroquina, que certamente mentirá desavergonhadamente, mas ficaria ruim a prisão começar por uma mulher.
Agora, o melhor que a CPI tem a fazer é partir para acareações de mentirosos e, a partir daí, começar a punir exemplarmente todos que faltarem com a verdade, o que não será pouco diante de tanta mentira até aqui contada.
Repito o que disse em post anterior: só com o material já coletado nesses quase 15 dias de trabalhos da comissão dá pra incriminar ministros, ex ministros, secretários de pastas, funcionários diversos e até o presidente da República.
Todavia, os assuntos não se esgotaram e nem todos os fatos que incriminam os agentes públicos envolvidos foram examinados , sendo provável que mais comportamentos tipificados legalmente como crimes ainda venham à tona até o fim dos trabalhos. Segue o barco.


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