Assim como as Forças Armadas, a Polícia Federal também é uma polícia de estado, a ser usada pelos poderes Executivo e Judiciário diante do risco de descumprimento de decisão judicial.
Diante disso, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil(PSD), está coberto de razão ao ater-se ao decidido pelo STF, que reconheceu autonomia administrativa de prefeitos e governadores na pandemia, em garantir que templos e igrejas permaneçam fechadas.
Ao contrário do que possa parecer, quem está agindo fora da lei é o ministro Nunes Marques, que resolveu passar por cima do decidido pela Suprema Corte, contrariando a autonomia de Kalil mandando abrir igrejas, nesse momento em que os casos de covid fogem do controle.
Por isso, é de se esperar que a antipática e ilegal iniciativa de Nunes e do titular da AGU, de mandar a PF afrontar Kalil caso mantenha sua decisão, seja reformada no STF preservando, assim, tanto a decisão da maioria de ministros quanto preserve o papel constitucional da polícia Federal.


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