A Ordem do Dia, assinada pelo esbirro bolsonarista Braga Neto, agora ungido ao Ministério da Defesa, é tão chinfrin que sequer faz alusão a 1985, quando um civil voltou a ser eleito presidente do Brasil.
Trata-se de uma peça tão curta em seu conteúdo quanto é de ideias, se é que esse artigo de luxo há entre a rudeza que gravita em torno do capitão do mato que ora preside o país, sendo visto como pior da história.
É a mesma lenga lenga constante dos livros didáticos das séries escolares iniciais daquele triste período vivido pelo povo brasileiro, apesar de escrito por alguém que cronologicamente já adentrou a terceira idade.
Mesmo com toda a literatura produzida, aqui e alhures, a respeito de uma ditadura cruel instalada no país sob orientação de uma potência estrangeira, ainda hoje é tratada na caserna como se tivesse sido congelada no tempo.
Não por acaso, seu instrumento de veiculação é uma "ordem do dia", um documento restrito aos afazeres domésticos da caserna e que nada dizem respeito ao universo de problemas da ampla maioria da sociedade civil.
A própria figura que encarna essa anomalia parece fora do lugar, afinal, o Ministério da Defesa deveria ser ocupado por um civil, da mesma forma como a Casa Civil, conforme o nome da instituição lembra, porém, não vivemos uma situação de normalidade.


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