Mais de uma semana depois da polícia retirar o jogador Gabigol debaixo da mesa de um cassino, tudo devidamente filmado por um deputado federal, eis que aparece uma representante do Ministério Público solicitando que a PF abra inquérito pra ver se o restaurante que o atleta disse que era seu objetivo de frequência não encobria a prática de atividades ilícitas.
Com o Brasil sendo acusado de ameaça mundial, por conta das mutações do coronavírus aqui desenvolvidas, incentivadas pelo descaso da presidência da república, a ponto do líder do governo afirmar estupidamente que o país está em situação confortável, mesmo com a assustadora média de mais de dois mil mortes por covid19/dia, o ministro da saúde resolve fazer visitas aos hospitais pra confirmar o genocídio.
Que vácuo mental é esse que se abate sobre homens e mulheres públicos no cumprimento de seus respectivos deveres funcionais? Será que a promotora imagina que alguém pode esconder-se debaixo de uma mesa de restaurante apenas por timidez? Ou, o ministro imagina que será possível constatar, ou desmentir, algo que ocorre em 8 milhões de km² percorrendo apenas hospitais de Brasília?
Bolsonaro foi mais autêntico e resolveu vetar da nova lei de trânsito, recentemente aprovada, tudo aquilo que diz respeito a exames psicológicos para quem deseja habilitar-se a dirigir no trânsito brasileiro; vetos felizmente derrubados ontem pelo Congresso, restabelecendo-se a exigência de sanidade mental pra exercer essa atividade, mesmo que isso não implique a proibição do uso de armas de fogo.
De qualquer modo, está aí sem retoques o retrato de um país onde a racionalidade no cumprimento do dever funcional foi contaminada pela esquizofrenia reinante e juntou-se a outras extravagâncias sociais que vão desde palpites infelizes por charlatões que dão pitaco em tudo; até a mobilização de condôminos que acham que podem determinar o tipo de figurino que uma vizinha deve adotar, como se isso fosse normal. Credo!


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