Antes de ser enxotado do Ministério da Saúde, onde só deveria ter entrado como um breve visitante, o general Pazuzu anunciou a compra de 138 milhões de doses de vacina dos laboratórios Pfizer e Janssen.
Bem, anunciar o ato de compra no serviço público, quando já se está de saída, é fácil porque lá adiante não há a responsabilidade diante das cobranças, logo, se o sucessor não empenhar tudo vira fumaça de gelo seco.
Certo é que, se não fosse a vacina chinesa Coronavac, fruto de uma parceria entre o Instituto Butantã e o laboratório chinês Sinovac, hoje nem os parcos 5% de vacinas até aqui aplicadas teriam sido possíveis.
Por isso, não dá pra acreditar que daqui pra frente teremos a aceleração da vacinação do povo brasileiro na medida em que o ministro da saúde desgraçadamente continua sendo Bolsonaro, conforme confessou o fantoche ora sentado na cadeira.
O Butantã, até aqui responsável pela distribuição de cerca de 90% das vacinas aplicadas no país, promete entregar 100 milhões de doses até o fim do primeiro semestre, enquanto o consórcio de governadores nordestinos promete 37 milhões de doses da vacina russa, ainda para este semestre.
Já o governo federal, fora a promessa do ex ministro, provavelmente tão falsa como as que fez quanto ainda estava no cargo, segue pingando a compra a retalho, enquanto o ladravaz Guedes transfere do Tesouro Nacional R$1,3 trilhão pra remunerar banqueiros, com a amortização de juros da dívida pública.


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