A política parece ter abandonado a Lava Jato, enquanto marco da luta no combate à corrupção no Brasil, passando a tratá-la como uma mácula jurídica, precedente persecutório perigoso e desvio de conduta que gera autoritarismo.
Depois do senador emedebista Renan Calheiros, agora foi o deputado federal e líder do atual governo, Ricardo Barros(PP/PR), que desqualificou aquele grupo togado chamando-os de "quadrilha", termo que começa a ganhar a boca do povo.
E Barros disse mais: afirmou publicamente que o instituto da prisão em 2ª instância foi casuísmo criado simplesmente pra sequestrar Lula e impedi-lo de disputar as eleições de 2018, pois nunca houve esse tipo de prisão no país, nessas condições.
Aqui cabe um reparo em nome da verdade dos fatos. O senador Jader Barbalho(MDB/PA), em pronunciamento no Senado Federal, provavelmente feito após a percepção pelas paredes planaltinas que a prisão injusta de Lula era iminente, chamou a Lava Jato de 'vagabundagem jurídica'.
'Vagabundagem jurídica' praticada por uma 'quadrilha' fantasiada de preto já é consenso nos meios políticos a respeito da atuação da outrora redentora moral da história política recente, independente das consequências individuais aos rapazes e moças bandalhos e marginais adoradores da lawfare.
Resta saber se continuarão sob o manto diáfano da grande mídia brasileira, cúmplice full time da 'quadrilha'; ou se serão também abandonados e atirados à fúria revisionista de alguns ministros do Supremo, esses certamente cobrando do conjunto do colegiado uma postura enérgica aquele grupo de malfeitores que enxovalhou a reputação da justiça brasileira. Que dureza!


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