Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Helder, a vacina e a reeleição


Sem dúvida que é uma grande sacada, do governador Helder Barbalho, anunciar para os próximos dias a divulgação de um plano de imunização contra o coronavírus.

Ainda mais com os passos que o governador paraense pretende dar, vai primeiro ao Ministério da Saúde e Paraquedismo constatar a quantas anda a disposição do governo federal em vacinar a população.

Se notar má vontade, por parte do capetão Cloroquina, o governo paraense tentará assinar um termo de cooperação com o governo do estado de São Paulo, para disponibilizar a vacina produzida pelo Butantan aos paraenses.

É verdade que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA) é a própria imagem da má vontade com o governo paulista e sua vacina fabricada pelo laboratório chinês CoronaVac, colocando empecilhos a priori à pretensão do governo de SP.

Todavia, está latente e logo, logo emergirá um levante de governadores dos estados das mais diferentes regiões, todos querendo vacinar, pra ontem, a população de seus respectivos estados, devendo esse movimento recorrer ao STF, contra o governo federal.

Pelo jeito, a campanha de reeleição nos estados, bem como para o a presidência da República, dará largada assim que começar essa espécie de revolta da vacina repaginada, agora comandada por autoridades estaduais dispostas até a rifar Bolsonaro.

Enfim, o que muitos temiam pode estar mais próximo de ocorrer do que supõe incautos espectadores da passagem do gado alado entre as nuvens do céu paraense: Helder apoiando um tucano à presidência, em troca do apoio emplumado à sua reeleição.

Como isto será digerido por aqui? Provavelmente com cerpinha e arroz paraense, afinal, Simão e os Barbalhos passaram mais tempo in love político do que entre tapas, restando a inconformidade de Zenaldo Jr., o que a partir do ano que vem será irrelevante. Será?

3 comentários:

Anônimo disse...

Será? O governador paraense precisa de um chá de ervas do nepal urgente. Dois anos de governo e nada de nadica. Continua entregando obras do governo anterior, nem o pedral do Lourenço e nem a estrada para Vizeu puderam ser entregues para fazer valer aquela frase hilária: boratrabalhar!

Na Ilharga disse...

Kkkkkkkkk adorei seu comentário, mas acho melhor assim, ou seja, sem obras fruto da iniciativa de Helder. O tal Porto Futuro está aí a me dar razão.

Na Ilharga disse...

Quanto ao Pedral do Lourenço, li que Jader cobra sua operacionalização. Deve arquitetar a transferência de sua realização ao governo do estado, mais ou menos nos mesmos moldes da cessão do Aero Club.
Lembrando que a obra foi inviabilizada depois que Ministério do Planejamento de Dilma provou que seria possível realizá-la por R$350 milhões, duzentos milhões a menos que o preço apresentado à época pelo MDB.