Há poucos dias este blog comentou a respeito da força que o MDB paraense se tornou, depois das últimas eleições municipais, elegendo pelo partido e por partidos aliados a maioria de prefeitos e vereadores no estado.
Hoje, mais uma demonstração de comando inconteste da legenda do governador é exibida com a eleição do deputado Francisco Melo(Chicão), para presidir a Assembleia Legislativa, no biênio 2021/2022.
Mais que a eleição de Chicão, sucedendo o também emedebista Daniel Amanajás, chama a atenção o fato do processo sucessório ocorrer com apresentação de chapa única, vale dizer, se oposição há então é quase invisível.
Chama a atenção, ainda, o ecletismo na composição da futura Mesa Diretora, recheada pela presença de sete legendas, dando a impressão que só não contempla mais partidos porque não há cargos em número suficiente.
O que se espera, com efeito, é que isso não provoque uma iniciativa pela busca da unanimidade, como forma de ratificar o poderio do MDB, afinal, o que o teatrólogo e jornalista Nelson Rodrigues legou à posteridade um aforismo que muito bem define os riscos da unanimidade enquanto atividade humana.

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