Salvador, São Luís, Porto Alegre, São Paulo e Recife são cidades que têm algo mais em comum, além de serem capitais de estados brasileiros.
Nelas, a popularidade do atual presidente da República foi reduzida a pó. Em algumas, como São Paulo, Jair Bolsonaro obteve mais de 60% dos votos no segundo turno; e hoje 54% consideram sua administração ruim/péssima.
Em 23, das 26 capitais de estados brasileiros, Bolsonaro vê sua rejeição superar a aprovação expondo algo que até o final do ano passado parecia impensável: sua incerta presença em m eventual segundo turno das eleições em 2022.
Claro que ainda estamos bem longe das eleições presidenciais, obviamente tempo suficiente para que ninguém arrisque um prognóstico mais assertivo a respeito do derretimento desse entulho autoritário que a mídia ajudou a triunfar.
No entanto, só o fato do conservadorismo dar como irreversível a tarefa de buscar um outro candidato que atenda os interesses do mercado, mostra que a situação do atual presidente tende a isolá-lo no gueto fascista que ainda o segue.
Ao tentar evitar desgaste, em 2020, mantendo certa distância de candidaturas simpáticas ao seu perfil reacionário, o capitão apenas aprofundou seu isolamento mostrando-se incapaz de ampliar e consolidar uma base que o torne competitivo. A burrice triunfou.


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