Das 26 capitais brasileiras, Jair Bolsonaro é mal avaliado na metade delas. Pior. Sua má fama é verificada nas mais populosas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.
Ainda goza de muito prestígio em cidades pequenas e caracterizadas pelo tradicional domínio coronelista, como Boa Vista, Palmas, Cuiabá, Porto Velho, entre outras.
Em termos percentuais, pode-se afirmar que essa impopularidade crescente do atual presidente da República adentra a casa dos 60% entre domiciliados nessas cidades.
Assim, ai final do seu segundo ano de mandato, Bolsonaro aparece como liderança a ser evitada como referência nas eleições municipais deste ano por quem quer ser competitivo.
Seu candidato desaba a níveis de sarjeta em São Paulo, no Rio de Janeiro corre o risco de nem ir para o segundo turno, em Salvador nem apareceu, assim como em Belo Horizonte.
Essa performance medíocre deve ter reflexos nas composições de chapas para 2022, desabando a mitologia que o fez posar de novidade na política, quando não de um parlamentar inoperante há décadas.
Por isso, o campo conservador deve montar grupos com caras nem tão novas, mas ainda sem o desgaste de um Alckmin, um Aécio, um Agripino e outros repudiados que contribuíram para a ascensão de Bolsonaro, em 2018.
Terá o mesmo destino que seu ídolo Trump? Ainda é cedo pra afirmar, mas é nítido que o encanto da 'novidade' já foi quebrado, assim como a brincadeira do esconde candidato não terá mais a eficácia nem a bala de festim.


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