
O governador Helder Barbalho anunciou a reabertura do hospital de campanha do Hangar, mas, fez a ressalva que a finalidade da reabertura era o atendimento de 'casos leves' de covid19.
Depois, abriu um outro hospital de campanha, no estádio Edgar Proença, anunciando que seria para o atendimento de pessoas na mesma situação, isto é, 'casos leves' de infectados pelo coronavírus.
E os casos graves? Até aqui nenhum esclarecimento a respeito, infelizmente, parecendo que a Sespa aderiu ao negacionismo bozolóide e evita falar do aumento acintoso de casos e óbitos aqui ocorridos.
Sabe-se, através do boletim fornecido quase diariamente pelo consórcio midiático que associou-se a secretarias estaduais, que o Pará(não faz parte do consórcio) está entre os estados em situação de estabilidade.
Ora, se por aqui o número de mortes por covid19 não caiu e nem subiu, o mínimo que se poderia esperar era uma atitude mais transparente do governo fornecendo os números exatos da pandemia à população.
Esse comportamento opaco do governo dá satisfações aos lobbies, que pressionaram pela abertura, ampla, irresponsável e suicida de comércios, praias, igrejas, escolas e o escambau, porém, desassossega a população.
Com efeito, nem a mais reclusa velhinha de Taubaté que veio aportar aqui sabe-se lá porque, acredita que o Pará é o único estado do Brasil onde só há casos leves, daí serem tratados com leveza sorrateira.
Alberto Beltrame, o primeiro secretário de Saúde de Helder, que pôs-se ao fresco quando ouviu soar as primeiras sirenes que não eram de ambulâncias; foi substituído por um delegado da PF, este dando pinta de detentor de know how suficiente na ocultação de óbitos. Será?

Um comentário:
O governador paraense está mais perdido que cego em tiroteio. Escolher um policial pra chefiar a Saúde lembrou Bolsonaro com seus ministros. Pobre eleitor paraense.
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