Independente do resultado final da eleição estadunidense, ela deixa dois exemplos ao fascismo à brasileira, sempre pronto a copiar o que vem de lá.
A contestação do resultado eleitoral como forma de melar eventual resultado desfavorável, aliás, Bozo fez isso, em meados deste ano, duvidando da lisura do pleito de 2018. E olha que ele ganhou.
O outro mau exemplo é a instituição de um colégio eleitoral no figurino estadunidense, onde o colégio eleitoral teria número de delegados proporcional ao tamanho da população dos estados.
Não falta é mentecapto oriundo do mercado da fé, da lama, da bala, do boi ou qualquer um desses ajuntamentos existentes no Congresso pronto a consolidar uma versão requentada do 'café com leite'.
Ainda que tardiamente, a opinião pública brasileira constata que a festejada, pela mídia brazuca, democracia estadunidense escolhe seus governantes através de um arranjo eleitoreiro excludente.
Por isso mesmo, um modelo que deixa a direita brasileira revirando os olhinhos com a possibilidade de retorno à República Velha, agora sem precisar excluir do dever do voto mulheres, negros e analfabetos.
Assim, teríamos o modelo democrático do sonho das nossas elites estúpidas, em que os do andar de cima é que escolheriam o povo que os reverenciariam. E sem direito a chiar, só a dizer 'sim, senhor'.

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