O PT elegeu 23 prefeitas, em nove estados, e cinco estão no segundo turno: Marília Arraes (Recife – PE), Celia Tavares (Cariacica – ES), Margarida Salomão (Juiz de Fora – MG), Marília Campos (Contagem – MG) e Maria do Carmo(Santarém- PA). A Bahia foi o estado com maior número de prefeitas eleitas (8), seguido de Piauí (5), Minas Gerais (3) e Santa Catarina (3). Os outros estados foram Acre, Ceará, Rio Grande do Norte, Tocantins e Pernambuco. Os dados foram coletados no site do TSE.
As mulheres que se candidataram enfrentaram desafios que correspondem à ascensão dos partidos de direita nas cidades brasileiras. MDB e PSD lideraram a disputa contra candidatas a prefeita do PT em todo país. Com raras exceções, as cidades cujas candidatas do PT não foram eleitas serão governadas por homens de direita filiados a partidos como MDB (26), PSD (24), DEM (22), PSDB (19), PP (17), PL (11), Avante, entre outros.
Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores aumentou a participação feminina nas Câmaras Municipais em todo país. Levantamento preliminar interno registrou 453 vereadoras eleitas contra 444 em 2016. As regiões que lideraram esse desempenho, em tempos tão desafiadores, foram Sul, Nordeste e Sudeste. Em primeiro lugar, Rio Grande do Sul (96), seguido de Bahia (60), Santa Catarina (47), SP (45), Piauí (43) e Ceará (41).
A garantia de candidaturas diversas e representativas, um dos principais esforços do projeto Elas Por Elas, da Secretaria Nacional de Mulheres do PT, também demonstrou resultado nas urnas. O PT elegeu 226 vereadoras que se auto declararam negras e pardas em todo país, um avanço para a construção e a consolidação combate ao racismo e o fortalecimento da pauta antirracista.
As candidaturas lésbicas, bissexuais, transexuais e com representação LBT em coletivos somaram vinte mandatos eleitos. As lésbicas lideraram a frente com dez vereadoras eleitas, depois bissexuais (3), transexuais (4) e coletivo (3). Um avanço expressivo em relação a 2016 em que o PT registrou apenas dois mandatos LBT’s e uma participação rotativa em coletivo eleito. O investimento na juventude apareceu nas mais de 40 candidaturas de mulheres jovens que foram eleitas este ano. O partido também elegeu três vereadoras indígenas e quatro amarelas.
2020 foi o primeiro ano em que os partidos foram obrigados a cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas para as eleições municipais. Além das vagas, a reserva de 30% do fundo eleitoral partidário para financiar candidatas e a aplicação do mesmo percentual ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
(Elas por Elas/ Agência PT de Notícias)

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