Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Apagão no Amapá expõe fracasso da privatização do setor elétrico

 

Um apagão no Amapá entrou hoje em seu quarto dia, deixando 13 dos 16 municípios do estado sem energia. A situação também afeta o fornecimento de água, já que sem eletricidade as bombas hidráulicas não funcionam. Cerca de 85% dos 860 mil habitantes, em torno de 730 mil pessoas, está sendo afetada. A causa do apagão foi a explosão de um transformador da empresa privada Isolux, em Macapá.

Subsidiária da Eletrobras, a empresa estatal Eletronorte é quem está dando suporte pra solucionar a crise o mais rápido possível. A mesma estatal que o governo Bolsonaro quer entregar na bacia das almas, privatizando-a e repassando a para o controle da iniciativa privada. Uma medida anti-nacional que ignora a premissa mais importante na geopolítica: nenhum país deixa na mão dos outros o controle sobre seus recursos estratégicos.

“O desgoverno é tão alienado que é capaz de ignorar que o Amapá está sem luz e água, e passa seu tempo concentrado em bajular um candidato à presidência de outro país”, advertiu o senador Paulo Rocha (PT-PA). A demora em solucionar o problema provocou forte reação nas redes sociais local e nacional. A cantora paraense Gaby Amarantos questionou o pouco caso com que são tratadas as pessoas do Norte do pais.

Sem solução, a população não tem água, hospitais ficam sem geradores e cidades às escuras. Segundo o portal de notícias G1, há filas também em supermercados e locais de revenda de água, e o problema provocou uma corrida ao aeroporto, hotéis, supermercados e shoppings, onde ainda havia energia elétrica por causa de geradores. O prefeito de Macapá, Clécio Luís, decretou estado de calamidade pública na capital por 30 dias.

Na quinta-feira, 5, em coletiva de imprensa, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, informou que estavam em andamento três “planos” para solucionar o problema. Segundo o ministro, os planos apresentados vão “assegurar o reestabelecimento gradual da carga total de Macapá nos próximo dias”. O plano mais imediato promete restabelecer entre 60% e 70% da energia nesta sexta-feira. Os demais, em 15 ou 30 dias.

A situação é resultado do irresponsável processo de privatização elétrico do país. O incêndio que desencadeou o apagão teve início em subestação da Isolux, empresa privada espanhola. De acordo com o próprio governo, o incêndio destruiu dois dos três geradores da empresa. O terceiro está em manutenção desde dezembro do ano passado. A estatal Eletrobras Eletronorte é quem está dando suporte pra solucionar a crise o mais rápido possível.

(G1/ PT Senado)

Um comentário:

Anônimo disse...

Só pra lembrar: A Rede Celpa deixou uma dívida GIGANTESCA, e o governo do estado, como credor da mesma, teve que arcar com a responsabilidade. A dívida era imensurável, e por isso, foi arrematada por CR$1,00, um real, o prédio da avenida Magalhães Barata foi devolvido para o governo, no prédio da Itororó foi erguido um prédio luxuoso de apartamentos.
É Pará isso.
Privatização é propaganda Enganosa!