Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Em busca do retrocesso

 

A deputada Bia Kicis(PSL/SP) apresentou Proposta de Emenda Constitucional(PEC) reinstituindo no Brasil o voto impresso em SUBSTITUIÇÃO ao voto eletrônico. É como se você proibisse o uso da luz elétrica e obrigasse a volta da lamparina.

O saudoso Leonel Brizola morreu defendendo que, no ato da votação, a máquina emitisse um recibo que comprovasse seu voto, todavia, em momento algum defendeu o retrocesso que seria(ou será, caso a infeliz PEC seja aprovada) do fim do voto eletrônico.

Bolsonaro apoia a proposta de sua aliada e curiosamente declara a busca por um "sistema eleitoral confiável", antecipando a perspectiva de convivermos, em 2022, com a suspeita levantada pelo próprio presidente brasileiro de eleições acontecerem sob o signo da fraude.

Se fizermos um levantamento a respeito da segurança do voto impresso no país constataremos aberrações de arrepiar cabelo de monge, relembrando-se um caso ocorrido em Belém de votos com a mesma caligrafia, na mesma urna e sufragando nomes de origem nórdica, grafados sem erro algum.

Aliás, o termo 'urna emprenhada' guarda um significado bem específico e ilustrado por milhares, talvez milhões, de exemplos semelhantes ao acima citado causando espanto que um político sexagenário, que foi detentor de cinco mandatos legislativos, desconheça esse histórico.

Bolsonaro já havia colocado em dúvida a lisura da eleição passada, e olha que foi vencida por ele, talvez expressando frustração pois contava vencer no primeiro turno; com o episódio agora ocorrido nos EUA parece querer resguardar-se, não contra fraudes, mas, arranjar um jeito de controlá-las.


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