Quando a escrotice não tem limites. O governo do Amapá parece ter adotado o modelo Titanic pra administrar sinistros.
Sabe-se que o comando do navio que foi a pique em 1912, após chocar-se com um iceberg, administrou o uso de botes de acordo com o status social dos passageiros.
Assim dezenas de botes saíam do navio com três, quatro pessoas, às vezes até com uma, para evitar que membros da patuleia se misturassem a magnatas e peruas.
Resultado: milhares de mortos, quase todos pertencentes ao segmento social que estava ali para trabalhar, de operários de máquinas, cozinheiros, até integrantes das orquestras que embalavam a festança que terminou em tragédia.
Na mesma linha, o governo amapaense inventou um tal rodízio caracu, onde a energia elétrica segue ligada 24 horas/ dia nos bairros de classe média alta; enquanto nas áreas onde está concentrado o grosso da população a energia dura só 6 horas ligada.
É verdade que o governador Waldez Góes deu tiro certeiro, ao responsabilizar a privataria e seus penduricalhos institucionais por privilegiar o lucro e colocar os direitos da população em risco, todavia, bem que ele poderia radicalizar e dispensar tratamento igual a todos os amapaenses.

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