
Lendo o tom grave dado à notícia que Verônica Serra, filha de José Serra, é suspeita de ser testa de ferro dos esquemas bandidos do pai, lembrei de um fato que meu amigão do lado esquerdo do peito(tenho alguns) Antonio José Soares me contou.
Mostra que a gravidade de certas revelações tornam-se ridículas quando dão ar solene ao banal. Ao fato: havia um boêmio, muito festejado como tal na noite paraense, por seu jeito iconoclasta de ser, sempre causando perplexidade familiar e no high society.
Nesse dia, o dito cujo juntou algumas "damas da noite" que ganhavam a vida em uma boite muito badalada à época e as levou para fechar a farra em um clube chic da cidade, causando um alvoroço sem precedentes entre os frequentadores do ambiente.
Veio, então, a ordem superior(apócrifa) ao maitre para que tomasse providências contra aquele sócio desrespeitoso dos estatutos da agremiação, ao colocar no mesmo ambiente pessoas de desnível social tão gritante, causando incômodos aos bem nascidos.
Diz o maitre: o senhor não pode colocar essas moças suspeitas aqui dentro do clube.
Responde o boêmio: elas não suspeitas, são putas, mesmo. Suspeitas são as que aqui frequentam regularmente e com um arzinho sonso.
Pois é. Chamar Verônica Serra de suspeita de ser comparsa do pai é dar caráter solene ao corriqueiro, de total domínio público, menos da justiça que até aqui zelava pela impunidade privata como se fosse questão de honra, para desonra do demo, como diria o 'Boca do Inferno'.

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