
O Transnational Institute( um centro de estudos sobre democracia e sustentabilidade, sediado na Holanda) mapeou serviços privatizados que foram devolvidos ao controle público em todo o mundo entre os anos de 2000 e 2017.
São casos de concessões não renovadas, contratos rompidos ou empresas compradas de volta, em sua grande maioria de serviços essenciais como distribuição de água, energia, transporte público e coleta de lixo.
O resultado, nos mostra que foram ao menos 835 remunicipalizações (quando os serviços são originalmente da prefeitura) e 49 nacionalizações (ligadas ao governo central), em um total de 884 processos, movidas geralmente por reclamações de preços altos e serviços ruins.
Pra completar, essa tendência de desprivatizar acelera-se a partir de 2009, quando 80% dos casos aconteceram. Só Alemanha e França já desfizeram 500, depois que constatou-se que a priorização dos lucros fez precarizar os serviços ofertados.
Na contramão dessa tendência, o Congresso Nacional brasileiro prepara uma mega negociata para privatizar os serviços de abastecimento de água no país, transferindo a propriedade dos nossos mananciais para as garras da Coca-Cola e Nestlé, principalmente.
Pra coroar a farsa, o relator do projeto no Senado é o cearense Tasso Jereissati(PSDB), sócio do Grupo Jereissati, que comanda a Calila Participações, única acionista brasileira da Solar, uma das 20 maiores fabricantes de Coca-Cola do mundo. E agora?

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