
No caso dos ventiladores pulmonares com insuficiência respiratória, em suas primeiras declarações depois do engodo, Helder prometeu pular no pescoço do governo chinês como se tivesse feito negociação direta com as autoridades daquele país.
Encenação barata do ponto de vista dramático, e muito caro aos cofres públicos porque Helder tinha feito negociata com trambiqueiros brazucas, que venderam muamba a preços salgados se levarmos em conta a péssima qualidade da mercadoria.
Agora, o atrapalhado governador paraense distribui vale alimentação a alunos das escolas públicas, a título de reposição da merenda escolar ausente em tempos de isolamento, sem que as redes de supermercados mais tradicionais aceitem o tal vale e submetam a vexame quem os procura.
Aí, o governador volta à manjada encenação insinuando que empresas contratadas para distribuir esse malsinado V V(vale do vexame) e os supermercados estão de conluio para desmoralizar o governo do estado e ameaça fazer o distrato, pedir o dinheiro de volta e contratar outra empresa.
Blefe de mau jogador que, desesperado, já pensa até em apostar a roupa do corpo pra correr atrás do prejuízo, isto é, Helder sabe que essa anulação não ocorrerá pacificamente, desdobrar-se-á em uma longa batalha jurídica, enquanto o alunado fica no calote.
Sem agir com a transparência que sua mídia cobra dos outros, suspeita-se que o governador misturou a coisa pública com tenebrosas transações politiqueiras. Como deu tudo errado, o jeito é fugir dos fatos e esconder-se atrás da propaganda com que suas empresas tentam blindá-lo. Deu mal!

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