
O procurador regional eleitoral, do Ministério Público Federal, pediu a cassação da chapa Helder Barbalho/ Lúcio Vale, vencedora das eleições para o governo do estado do Pará em 2018, por abuso de poder econômico e uso ilegal dos veículos de comunicação da família do titular da chapa.
Bem, pelo menos o autor da ação foi econômico ao gastar 'apenas' 26 laudas com a fundamentação jurídica de uma prática sórdida que dura décadas, porém, essa papelada significará muito na medida em que trará resultados iguais aos demais verificados, Brasil afora, em ações semelhantes.
O pedido anexa outra solicitação referente ao pleito, sugerindo a realização de novas eleições, o que parece despiciendo levando-se em conta que esse é o rito a ser seguido, isto é, cassada a chapa vencedora na primeira metade do mandato, o presidente da Alepa assume o governo e convoca eleições diretas em 90 dias.
Saindo do terreno das hipóteses remotas e voltando ao mundo real, é provável que o pedido da cassação de Helder esteja relacionado aos (maus)humores milicianos do representante paraense na bancada da bala no Congresso, que até já deu entrada com pedido semelhante na Alepa e anda cuspindo fogo em vulcão.
Além disso, o balístico parlamentar esteve por esses dias com Bolsonaro e certamente não foi lá falar de tintura pra cabelo, reforçando a suspeita da pauta da conversa levando-se em conta a proximidade do presidente com o procurador geral da República e a presteza e celeridade com que este aquiesce desejos do Jair.
Pelo modus operandi miliciano, percebe-se que não existe em seu repertório político essa crueldade metida a refinada de fazer o sangramento político do adversário até à inanição eleitoral no próximo pleito, contudo, para a conjuntura atual é nítido que Helder perde parte de sua política, emparedado que está por um inquérito no STJ(improbidade) e pedido de cassação na justiça eleitoral. E o sangue segue correndo nesse rio de raivas.

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