
Enfrentando a tripla crise do coronavírus, da economia em frangalhos e dos protestos pela morte de George Floyd, o presidente Donald Trump resolveu marcar um ponto sobre seu suposto “grande amigo”, Jair Bolsonaro.
Ao falar sobre a pandemia, que já causou quase 110 mil mortes nos Estados Unidos, Trump disse que poderia ser muito pior e apontou para os casos de Brasil e Suécia, que segundo ele optaram pela estratégia da “imunidade de rebanho”.
Apesar do Brasil ter se tornado o epicentro da pandemia, os EUA estão longe de ficarem livres da doença: foram registrados mais de 127 mil casos no dia 4 de junho.
Grosseiramente, destes, 25 mil vão evoluir para internação em UTI, com taxa de mortalidade que pode ser superior a 50%.
A expectativa é de que os EUA cheguem a agosto com 140 mil mortes, o que é uma enormidade para um presidente que a certa altura se definiu como o chefe de um exército contra a covid-19.
O presidente Trump estava em ótimo humor hoje, com a notícia de que 2,5 milhões de empregos foram recriados em maio nos Estados Unidos — um indício de que a economia pode se recuperar antes das eleições de novembro para permitir a ele a chance de se reeleger.
Os números mais recentes apontam que 53% dos norte-americanos desaprovam o presidente, contra 42% que aprovam.
Uma pesquisa de quarta-feira da Monmouth University mostra o democrata Joe Biden com 11 pontos de vantagem sobre Trump (52% a 41%).
Motivos de preocupação para o presidente são a perda relativa de apoio entre os mais velhos e até entre os evangélicos, sem os quais ele não tem qualquer chance de se reeleger.
O presidente tem jogado duro contra os manifestantes que protestam contra a morte de George Floyd, numa tentativa de agradar sua base.
A má notícia é que entre os “independentes”, cerca de 50% apoiam os protestos.
Em alguns estados, os independentes são o fiel da balança.
(Viomundo)

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