
O procurador Geral da República, Augusto Aras, mobiliza a procuradoria em seus âmbitos regionalizados a fim de punir todos os bolsonaristas que atentam contra a lei, contra o STF, contra o Congresso e contra o governo do Distrito Federal.
Com essa atitude, demonstra estar preocupado com o envolvimento, de resto flagrante, do presidente com esses movimentos fascistas, daí decorrendo uma possível encrenca legal braba, capaz até de custar o mandato presidencial.
Bem, a essa altura do campeonato só sendo muito ingênuo ou dissimulado pra dissociar Bolsonaro dessa grita fascista que agride o bom senso, a tranquilidade e a democracia, até há uma semana o presidente estava presente em todas, até cavalgando na estupidez que zurrava.
Todavia, com a capacidade ilimitada que a hermenêutica tem de dar sentido conveniente a interesses inconfessáveis das leis nessas circunstâncias, é bem provável que prisões preventivas, enquadramentos legais severos e encenações de rigor venham destroçar o movimento e ponto.
Conveniências políticas de ocasião já moldaram a postura de certos partidos, que veem um eventual indiciamento do presidente como prejudicial ao campo conservador como um todo, assim como fortalecimento da esquerda neste ano, com reflexo incalculável em 2022.
Por isso, em nome da estabilidade pantanosa, tolere-se hoje as transgressões fascistas emanadas do Planalto a fim de ter-se disponível, lá adiante, um ator político capaz de enfrentar o protagonismo da esquerda, beneficiando a banda conservadora aliada da mídia em seu sonho de retorno ao governo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário