Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Rumo a 2022. Ou 1994?



Robert Reich disse, no The Guardian, "Em nenhuma outra nação experts em saúde pública e emergência foram descartados e substituídos por comparsas políticos como o genro de Trump, Jared Kushner, que tem sido aconselhado por doadores de Trump e celebridades da Fox News."

Alto lá. O vassalo de Trump do lado debaixo do Equador faz exatamente isso: despreza a ciência e faz campanha pra manter incólumes os lucros de uns poucos milhares de rentistas e aventureiros, às custas do sacrifício das vidas de milhões de brasileiros que ele incentiva submeterem-se ao risco de morte.

Trump está em campanha e age friamente quando opta pelos interesses de quem pode financiar sua campanha, também às custas da vida de gente pobre que em sua maioria nem votaria nele, neutralizando os efeitos catastróficos na economia no pós pandemia em seu desempenho presidencial.

Aqui, o boneco de ventríloquo vai na mesma direção. Sabe que o país quebrou antes da pandemia, mas vale-se da canalhice midiática que tentou blindar o receituário ultraliberal do ladravaz Guedes, e dirá lá na frente que tudo fez para salvar a economia, mas foi boicotado pelo Legislativo, Judiciário e governadores.

Talvez, esse seja o roteiro da sobrevivência de Bolsonaro no rumo de 2022, sabendo-se que estará à margem da consequência das eleições deste ano, não tem partido e não terá candidatos, apenas poderá tirar proveito de eventuais vitórias do aliado da ocasião, o centrão, que vai lançar mão da máquina governamental pra disputa.

Claro que o centrão terá muitos êxitos, notadamente entre médios e pequenos municípios. A questão é: continuará com Bolsonaro? Ou fará parte de uma nova coalizão, aliás, nem tão nova porque há a tendência de inserção do MDB e PSDB, faltando apenas achar o FHC da hora? Será?

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