
O ministro do STF, Celso de Mello, ainda tem muito trabalho pra fazer, inclusive concluir a investigação centrada no vídeo da denúncia de Moro contra Bolsonaro, até à aposentadoria.
No entanto, já começou uma corrida à vaga incentivada por Bolsonaro, que estabelece prioridades de acordo com as possibilidades do candidato salvar sua cabeça da guilhotina do impeachment.
Até quinta-feira próxima serão concluídos os depoimentos de ministros, ex ministros, parlamentar a respeito das acusações de Moro ao presidente, de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.
Há até a remota possibilidade do decano do STF concluir a investigação, na data citada, encaminhar pedido de notícia crime e o PGR acatar o pedido obrigando a Câmara afastar Bolsonaro por 180 dias.
Vimos o mês de abril terminar com a nomeação de André Mendonça para o lugar de Moro, podendo saltar daí pro STF; e maio começar com a entrada na disputa de João Otávio Noronha(STJ), depois que decidiu impedir Jair de mostrar o resultado de seu exame de coronavírus.
Agora, quem vem atropelando por fora nessa corrida desvairada é o Procurador Geral da República, Augusto Aras, fundamental na investigação acima citada pra dar celeridade, ou não, à investigação de Celso de Mello que resultaria no afastamento do presidente da República.
Para isso, Dick Vigarista precisaria ver frustrados os seus planos de impedir que a investigação/corrida tomasse o rumo de seu afastamento, através da neutralização do loteamento da vaga na Suprema Corte, liberando Aras para agir mais técnica do que politicamente.
Quem leu o artigo de Janio de Freitas, ontem, viu que correm rumores que o Poder Moderador do governo, composto por generais do alto escalão governamental e chefes militares, só ainda não autorizou a queda presidencial porque avalia ser seu substituto, o vice, ainda pior.
Talvez, esses 180 dias sirvam para que o mandonismo ache uma solução que afaste os dois, presidente e vice, colocando alguém que os títeres possam manipular fazendo, entre outras coisas, que o jogo sucessório do STF mude completamente de figura, a ponto de até Sérgio Moro voltar à disputa. Será?

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