O problema para essa casta de lorpas que sequestrou o poder é que o Brasil não era mais aquele brinquedinho de rico, aquele país para meia-dúzia de paulistas Nutella. O Brasil ficou diferente depois de 13 anos de democracia real. Só de consumidor, tinha uma Argentina a mais.
Esse pessoal do PMDB e do PSDB que estava acostumado a roubar o patrimônio público e empurrar o resto com a barriga, vai encontrado dificuldades para reconfigurar esse sistema. O Brasil pós PT era uma Ferrari - com a devida vênia aos céticos. Havia uma piracema de projetos em andamento - impossíveis de serem simplesmente parados, com todo o talento do PSDB para isso.
Eles pararam tudo que puderam parar, é verdade. Mas eram muitos projetos, muita gente envolvida. Se para um transatlântico fazer uma curva já é difícil, imagine para dar marcha-ré. Impossível não é, evidentemente, mas só agora, dois anos depois do golpe, é que o país realmente entra em estado de paralisação, a despeito do que a imprensa domesticada noticia em troca de alguns dinheiros.
De sorte que, mesmo com toda a expertise em corrupção aplicada, este governo Temer encontrou muitas dificuldades em paralisar o país. Em parceria com o PSDB, tiveram que colocar em prática um plano adicional de frenagem de emergência: febre amarela, malária, reforma trabalhista, interrupção de toda e qualquer fiscalização humanitária (daí, o genocídio de índios) e, basicamente, interrupção de toda e qualquer supervisão de políticas públicas.
O debate interno foi assassinado. Nos governos do PT, havia congressos quase toda a semana para definir políticas para mulheres, negros, LGBTT, índios, idosos etc. O etc, inclusive, era também rico políticas econômicas anti-cíclicas, políticas educacionais, de saúde pública, de segurança e dá-lhe ‘et coeteras’.
É quase uma covardia comparar. Tivemos - assim e portanto - um choque de indigestão: todo esse volume de ações democráticas, que serviam, inclusive, de indutor de políticas públicas para outros segmentos e esferas do poder público, foi drasticamente interrompido, deslocando contingentes imensos de pessoas, profissionais e ativistas que vinham agregando um valor sem precedentes para a sociedade brasileira, independente de partidos políticos.
É curioso observar, ao mesmo tempo em que é deprimente: o governo Temer, seguido de seus co-irmãos Alckmin e Doria, tenta sabotar o país diariamente, mas, não raro, depara-se com uma sociedade mais organizada, e são obrigados a recuar do recuo. É pura semiótica.
A sociedade brasileira trabalhadora - a despeito do ódio global platinado que se a inoculou - estava acostumada e gostando de trabalhar em conjunto pelo país. Era uma timia social inédita.
A gente lê nos grandes jornais que vão virando pequenos - menores que a Cármen Lúcia, talvez - que a sabotagem sistemática da estrututura econômica que se consolidou nos já saudosos 13 anos de democracia, vai encontrando dificuldades. É preciso competência também para destruir, convenhamos.
O próprio judiciário - talvez, a grande máquina destruidora, esta sim, competente - se vê agora encurralado pela imprensa que não "foi", mas ainda "é" sua parceira e mantenedora. O golpe do auxílio-moradia é um divisor de águas. Decorre também - a notícia, bem entendido - de uma saturação do mercado de informação: se os jornais continuarem ignorando as redes sociais, eles virarão repartições de comunicação dos governos tucanos.
Insisto: a bola está conosco. O golpismo se parece muito com aquele bloco carnavalesco paulistano que fez apologia à tortura: saiu nas ruas e levou porrada. E a realidade empírica já está espancando este governo faz tempo.
Esse pessoal do PMDB e do PSDB que estava acostumado a roubar o patrimônio público e empurrar o resto com a barriga, vai encontrado dificuldades para reconfigurar esse sistema. O Brasil pós PT era uma Ferrari - com a devida vênia aos céticos. Havia uma piracema de projetos em andamento - impossíveis de serem simplesmente parados, com todo o talento do PSDB para isso.
Eles pararam tudo que puderam parar, é verdade. Mas eram muitos projetos, muita gente envolvida. Se para um transatlântico fazer uma curva já é difícil, imagine para dar marcha-ré. Impossível não é, evidentemente, mas só agora, dois anos depois do golpe, é que o país realmente entra em estado de paralisação, a despeito do que a imprensa domesticada noticia em troca de alguns dinheiros.
De sorte que, mesmo com toda a expertise em corrupção aplicada, este governo Temer encontrou muitas dificuldades em paralisar o país. Em parceria com o PSDB, tiveram que colocar em prática um plano adicional de frenagem de emergência: febre amarela, malária, reforma trabalhista, interrupção de toda e qualquer fiscalização humanitária (daí, o genocídio de índios) e, basicamente, interrupção de toda e qualquer supervisão de políticas públicas.
O debate interno foi assassinado. Nos governos do PT, havia congressos quase toda a semana para definir políticas para mulheres, negros, LGBTT, índios, idosos etc. O etc, inclusive, era também rico políticas econômicas anti-cíclicas, políticas educacionais, de saúde pública, de segurança e dá-lhe ‘et coeteras’.
É quase uma covardia comparar. Tivemos - assim e portanto - um choque de indigestão: todo esse volume de ações democráticas, que serviam, inclusive, de indutor de políticas públicas para outros segmentos e esferas do poder público, foi drasticamente interrompido, deslocando contingentes imensos de pessoas, profissionais e ativistas que vinham agregando um valor sem precedentes para a sociedade brasileira, independente de partidos políticos.
É curioso observar, ao mesmo tempo em que é deprimente: o governo Temer, seguido de seus co-irmãos Alckmin e Doria, tenta sabotar o país diariamente, mas, não raro, depara-se com uma sociedade mais organizada, e são obrigados a recuar do recuo. É pura semiótica.
A sociedade brasileira trabalhadora - a despeito do ódio global platinado que se a inoculou - estava acostumada e gostando de trabalhar em conjunto pelo país. Era uma timia social inédita.
A gente lê nos grandes jornais que vão virando pequenos - menores que a Cármen Lúcia, talvez - que a sabotagem sistemática da estrututura econômica que se consolidou nos já saudosos 13 anos de democracia, vai encontrando dificuldades. É preciso competência também para destruir, convenhamos.
O próprio judiciário - talvez, a grande máquina destruidora, esta sim, competente - se vê agora encurralado pela imprensa que não "foi", mas ainda "é" sua parceira e mantenedora. O golpe do auxílio-moradia é um divisor de águas. Decorre também - a notícia, bem entendido - de uma saturação do mercado de informação: se os jornais continuarem ignorando as redes sociais, eles virarão repartições de comunicação dos governos tucanos.
Insisto: a bola está conosco. O golpismo se parece muito com aquele bloco carnavalesco paulistano que fez apologia à tortura: saiu nas ruas e levou porrada. E a realidade empírica já está espancando este governo faz tempo.
(Gustavo Conde/ Jornal GGN)

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