Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A Globo sairá em defesa dos seus manifantoches?



Por muito menos, a Globo rebaixou a Tradição e deu o pontapé inicial para a destruição total daquela dissidência da Portela.

O muito menos era apenas a impertinência de homenagear um concorrente, o mascate Silvio Santos, fazendo desfilar no horário nobre global propaganda enviesada das atrações domingueiras do SBT.

Por isso, apesar da enorme repercussão social do histórico desfile da Paraíso do Tuiuti, expondo a podridão global/golpista na tela da emissora, desconfio que a escola representante de uma comunidade quilombola enquistada no morro do Tuiuti será penalizada pela audácia.

Claro que isso não é encarado pelo povo como punição exemplar, embora os antecedentes globais apontem pra essa intenção maligna.

Quem viu o desfile da outrora irreverente São Clemente, e acompanha a trajetória daquela que é a única com sede na zona Sul do RJ(Botafogo), percebe como isso funciona.

Em 1990, a referida escola baixou a lenha no recém eleito presidente global/brasileiro Fernando Collor, ridicularizando-o como o imperador Clemencius.

Resultado: paulada na irreverência da escola, seguida de rebaixamento e mais um ano de castigo no grupo de acesso, algo que acabou se repetindo ao longo de vários anos, até atingir a docilidade buscada.

Ontem, a escola de Botafogo levou pra avenida um enredo que poderia ser incendiário, homenageava a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Mas nada de irreverência, denúncia de abandono ou a qualquer crítica social fora do script global em favor da bi-centenária academia. A ênfase foi na possibilidade que de lá saiam mais carnavalescos domesticados.

Apesar de divertir-se com as críticas ao prefeito Crivella, sobrinho do inimigo Edir Macedo, no fundo a Globo parece mais com o alcaide fundamentalista, que odeia carnaval, do que com o grande Leonel Brizola, construtor daquele sambódromo, onde a irreverência e o espirito crítico deveriam pontificar ano após ano. Mas a Globo não deixa.

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