Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Nada mais retrô que o porto futuro do Helder



Não passa de cantiga pra ninar bovinos em boiada, essa conversa que o tal Porto Futuro, obra idealizada por Helder Barbalho a fim de diminuir sua rejeição eleitoral na capital, é "fundamental pra impulsionar o desenvolvimento econômico regional..."

No máximo, aquela antiga área do bar 'Colarinho Branco' será de expansão das atividades notívagas desenvolvidas há décadas na Doca de Souza Franco. E chamar a instalação de eventuais novos carrinhos de cachorro quente de 'desenvolvimento econômico' traduz nada mais que a extrema tensão pré eleitoral, decorrente da frustração verificada em 2014, no autor da obra.

Na verdade, assim como faz com o dourar da pílula do desemprego provocado pelas medidas desastrosas tomadas pelo governo golpista de onde Helder opera, o tal porto será objeto de inúmeras reportagens feitas pelo jornal pra exaltar a excelência da obra, talvez até comparando com a Estação das Docas.

Não nos percamos pela comparação caso, de fato, ocorra, pois ambas terão uma coisa em comum: liquidaram com a atividade portuária de uma cidade que depende naturalmente do caminho das águas, tanto que a estação vive lotada de frequentadores, mas Belém padece do retrocesso econômico por conta do assassinato da região mais importante de sua logística e aquele complexo etílico/gastronômico vive sua vida indiferente a essa decadência.

Assim como nossa economia sofreu e sofre até hoje com a tragédia imposta pela ditadura militar, ao desmontar nossa malha ferroviária a fim de atender os interesses da indústria automobilística financiadora do golpe militar/empresarial dado em 1964, esse furor hedonista de governantes míopes assassinará definitivamente qualquer esperança que se tenha de ver o porto de Belém novamente operando comercialmente a custos  em conta.

E isto às vésperas da terceira década do século XXI, reforçando a convicção de quem sente que este século pode ser o da extensão da tragédia desenhada desde a segunda metade do século passado, quando essa chusma de projetos estúpidos e em atenção a interesses inconfessáveis nos faz andar de marcha ré economicamente. Quem viver, infelizmente verá.

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