Atenção, povo de Ananindeua/PA! Você que sempre foi assombrado com a história cabeluda da construção de um estádio em seu município, estádio que só existia no gasto de recursos, já que ninguém via no local nada além dos escombros dessa fantasmagoria, prepare-se pra ficar mais sobressaltado.
A coluna Repórter Diário, de hoje, do jornal da família Barbalho, anuncia que o Ministério dos Esportes, por tráfico de influência política de Helder Barbalho, repassou R$4,4 milhões de dinheiro público para a tal brincadeira lúgubre.
Pois é. Após mais de uma década de idas e vindas com essa obra ícone da malversação do dinheiro público, eis que o espírito natalino enlaça dois farsantes no mesmo propósito de fazer daquele monstrengo realidade fantástica, nos moldes do cemitério de Sucupira.
Curioso é que, por longos anos, essa obra fictícia foi usada pelos adversários de Helder como mote para enquadrá-lo criminalmente, chegando até ser anunciada a reprovação das contas do então prefeito de Ananindeua(2004-2012), exatamente por esse gasto à margem do orçamento aprovado na Câmara Municipal.
Esse trunfo só caiu por terra quando foi descoberto que o atual gestor, o tucano Pioneiro, havia também recebido recursos do Ministério dos Esportes a fim de dar continuidade à construção dessa obra inovadora, composta de concreto e farsa, evidentemente mais farsa que qualquer outra coisa, daí o esforço conjunto entre os inimigos a fim de envernizar com legalidade o malfeito.
Seria até comovente, não fosse revoltante, o esforço retórico do jornal a resgatar como exemplo de política feita com 'p' maiúsculo aquilo que chama de grandeza política que coloca o Pará acima de partidos e de lideranças políticas.
Lábia que certamente não ilude sequer um incauto que se aventure na 'Maria Pretinha' do Veropa. Se houvesse análise séria e acompanhamento decente por parte dos orgãos responsáveis em fiscalizar aquilo que é custeado com dinheiro público, seguramente esse elefante branco, tendendo ao incolor por sua opacidade, já teria mandado seus protagonistas a explicarem-se com a justiça, em vez de encenarem a grandeza política que não possuem.

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