
Em suas andanças pelo Nordeste, este ano, Lula constatou sua fantástica popularidade na região arrebatando multidões por onde andou, algo que reflete nas pesquisas de opinião até aqui feitas, que dão ao ex-presidente intenções de votos na faixa dos 60%, feito tão notável quanto notável foi sua passagem pela presidência do país, daí um fato explicar o outro.
E é perfeitamente natural que esse arrebatamento popular tenha arrastado a classe política, esta sempre com aguçado instinto de sobrevivência por isso sempre pronta à adesão, elixir que cura o mal do ostracismo, independente do 'farmacêutico' autor da fórmula.
Quem acompanhou os sites que abordaram essas epopéias lulistas pelo NE, esqueçamos a mídia golpista, venal e facciosa que não deu uma linha sequer a respeito, deve lembrar-se que nos eventos havia políticos de todos os partidos. Até do PSDB apareceu prefeito declarando sua desmedida simpatia pelo sapo barbudo.
Por isso, quando Lula fala em perdão a golpistas, convenhamos, fora o campo mais à esquerda, qual a legenda que não abrigou um punhado de sacripantas votando pela derrubada de Dilma Rousseff? Inclusive o PDT de Ciro Gomes, este sonho de consumo parceiro em imaginada chapa com Lula para grande parte da legião lulista.
Nesse sentido, o PT não pode cair nessa mesma armadilha que nos põe como reféns do adesismo conveniente. E aqui não cabe fazer digressões a respeito de certos vacilos do staff dilmista, cuja sensibilidade excessivamente aguçada com a cartinha do larápio Temer acabou colocando a coordenação política do governo nas mãos dos quadrilheiros que deram o golpe e disso não precisamos mais falar.
Ora, isto impõe outra abordagem, diferente da chinfrin acusação da repetição dos erros somente porque políticos legitimamente estabelecidos estão dispostos a remar na maré favorável do lulismo. Como no recorrente caso da adesão de Paulo Maluf à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura paulistana, tratada pela mídia bandoleira como nefasta, embora essa mesma quadrilha tenha silenciado seu moralismo de fancaria quando o mesmo Maluf apoiou José Serra.
A título de ilustração, Haddad foi o melhor prefeito que SP teve desde tempos já não registrados na memória da população, fato ressaltado ainda mais pelo embusteiro que o sucedeu, muito fruto da propaganda criminosa dessa mesma mídia quadrilheira.
Se Haddad fez administração admirável, Lula foi imbatível e seus 87% de aceitação ao final de dois mandatos é auto explicativo, a ponto de soterrar essas paranóias naquela ocasião em que deixou o governo. E é isto que exige de nós, petistas, alertar para a inversão que ora se opera. Que é a consagração popular de que Lula é alvo o motivo da adesão da classe política, e não o inverso.
Talvez, a fábula barbálhica explicando a adesão do PMDB paraense ao golpismo cunho/temerário, mesmo com Jader chamando da tribuna do Senado para o então todo poderoso Cunha de 'administrador de bordel', sirva como uma luva para explicar essa nem tão súbita intenção de volta ao lulismo.
Elementar, meu caro. Se catitu fora do bando vira comida de onça, então, os catitus, em bando, ensaiam voltar ao habitat que lhes garantiu por muito tempo distância segura das onças caçadoras. Simples assim!

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