Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Dilemas da direita brasileira para 2018
É flagrante que a direita brasileira está à beira de um ataque de nervos, ao ver aproximar-se 2018 e perceber que não possui um sucessor pra Temer, concluindo que o golpe não trouxe os resultados políticos sonhados.
Ao contrário. Em menos tempo do que calculavam os golpistas grande parte da população bandeou-se para o lado de Lula novamente, percebendo que a lenga lenga da retirada de Dilma traria melhoras não passava de vigarice labiosa.
Agora, a menos de um ano das eleições, o máximo empenho do campo conservador continua sendo a ação do bandoleiro togado tentando impedir a candidatura Lula, com cada vez menos chances de êxito nessa malsã empreitada.
O PFL/DEM, conforme ressalta o colunista Bernardo Mello Franco, vê a hora como propícia para passar a perna nos tucanos e lançar um candidato com o perfil de um Roberto Campos, mas com votos pra chegar ao poder.
Todavia, o mesmo colunista revela o desalento da antiga ARENA e sabe que pode acabar nos braços do privata Geraldo Alckmin, na vã esperança que os tucanos marchem unidos, assim como o PFL/DEM dos sonhos de Rodrigo Maia, que passam pela literal compra dos passes de vários atletas/parlamentares da hora.
Do PMDB nem se fala, pois a suposição é que a maioria do partido que ainda tem força política concentra-se no eixo NE/Norte e esses dão sinais que marcharão com Lula; enquanto no eixo Sul/Sudeste quem não estiver preso estará arranjando jeito de fugir da polícia.
A última tábua de salvação será o jagunço Jair Bolsonaro, maior beneficiário da política do ódio posta em prática nos últimos quatro anos pela direita brasileira, hoje com percentuais de intenção de voto que chega quase ao dobro dos retoricamente mais moderados.
Repaginado e vivendo uma fase 'Jairzinho paz e amor', Bolsonaro não será facilmente destronado da condição de anti-Lula na medida em que essa foi forjada nas ruas e no discurso político/midiático daqueles que agora querem mudar o quadro.
Enquanto isso, Rodrigo 'Botafogo' Maia segue sonhando com um candidato liberal e competitivo; e o PSDB com a remota possibilidade de unidade partidária, mesmo sabendo que enfrentará, por baixo dos panos, a poderosa aliança mineira PSDB/PMDB. Dureza!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário