Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A repressão entra em cena


Em 1964, as Forças Armadas foram às ruas reprimir violentamente quem ousou contrapor-se ao golpe de estado, tentando eliminar a resistência.

No golpe perpetrado ontem, quem tem feito esse infame papel são as polícias militares, principalmente do Distrito Federal e São Paulo, esta orientada pelo golpista ministro da justiça cujo trabalho nada fica a dever à repressão de 1964.

Pior. Pelo visto a repressão que se anuncia contra a resistência à usurpação não se limitará a ação das PMs. O vil governador gaúcho já solicitou apoio da Força Nacional de Segurança, sob o álibi de combater a violência que seu governo incompetente é incapaz. Todavia, é bem provável que o torpe governante não esteja interessado na segurança do povo RGS, mas preocupado com a massa que vá às ruas defender a democracia.

Além das PMs e Força Nacional há, ainda a Polícia Federal, notório braço armado da truculência curitibana sob o comando do verdugo togado Sérgio Moro.

Diante disso, cumprida a missão de afastar petistas do governo, a PF pode muito bem mandar às favas o combate à corrupção e redirecionar seu papel para contribuir na manutenção da ordem e da tranquilidade,golpistas adoram delinquir e depois classificar como baderna a insatisfação dos lesados.

Uma coisa é certa. A elite brasileira sempre foi retrógrada, estúpida e anti social. Mas desenvolveu um tipo de eficiência nos métodos repressivos a que sempre recorreu em situações semelhantes a que ora vivemos. Além de contar sempre com um sistema midiático tão repulsivo quanto o repressivo.

O fato novo é o crescimento do poder de resistência das organizações populares, pra sociólogo/farsante defensor da inexistência dessa capacidade nenhum botar defeito. Por aí, talvez, o senador Requião esteja certo em suas previsões,quando diz que podemos entrarem uma guerra civil.

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