Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
domingo, 8 de novembro de 2015
Muito barulho por nada
Existem políticos que formam o opinião e outros que se conformam resignadamente à opinião dos donos do sistema que os elege a mandatos eletivos.
O deputado pepessista Arnaldo Jordy é nitidamente um exemplo do segundo caso, embora louve-se seu esforço pra dissimular a distância que existe entre a intenção e o gesto, no caso, entre o que formula e sua prática parlamentar. Não esquecer que Jordy só é deputado graças ao modelo de legislação eleitoral vigente, claramente um entulho deixado por Golbery que as forças aliadas do deputado impedem de mudar, pois foi ungido graças à estrondosa votação do ás da 'Bancada da Bala' Eder Mauro.
Na aparência, de fato, o artigo publicado por Jordy, em O Liberal de hoje, prega a necessidade de reformas estruturais que otimizem o estado brasileiro. O diabo é que, na vera, o texto não passa de um amontoado de platitudes exaustivamente desfiadas diariamente pelos 'moralistas sem moral', que raivosamente pregam o golpe na democracia brasileira, coisa que Arnaldo não defende abertamente, mas dá a entender que não tem nada contra.
Por sinal, ideia não é nem artigo raro no escrito do parlamentar ex-comunista. Na verdade inexiste uma frase ao menos que dê uma tênue pista do que ele entende por reformas. Sobram aos montes frases feitas com a idiota sugestão de que tudo começou com o 'Mensalão', continuou com a 'Lava Jato' e nada mais há que acrescentar, ou seja, o PT inventou a corrupção e a desenvolveu, após o término de um governo probo, transparente e popular como o do FHC.
Não por acaso, o malogrado escrevinhamento está estampado no panfleto tucano/liberal, sucursal de quinta categoria dos outrora jornalões, hoje mini pasquins, dentre os quais aquele que mostrou mais uma peripécia aecista, que costumava usar a aeronave do estado pra transportais beldades globais. Mas nada disso parece importar a Jordy. Como bom discípulo do consórcio morista, também deve achar que as lambanças do eterno delinquente juvenil não vêm ao caso. Triste!
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