Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A crença na 'argentinização'espontânea é o que resta à direita brasileira

:
Que importância tem para o país um evento no Instituto Teotônio Vilela? Se saírem às ruas e perguntar à população que merda é essa de instituto, com certeza 90%, por baixo, dos entrevistados dirão que nunca ouviram falar. Não fosse membros da gangue midiática detentora do monopólio da informação tocar nesse assunto o dito cujo passaria em branco, aliás como passa, já que o leitor do jornal ou o telespectador da tevê não prestou atenção pro que disse o FHgáC e muito menos quer saber se o doidão de las noches cariocas ainda espera ser presidente da República.

Se a direita pensa que com esses factoides políticos está criando massa política para encorpar-se na disputa de 2018, está mais equivocada ainda. Em 2014, tiraram a máscara e escancaram o golpismo ensaiado em 2010,  este regado a aborto, bolinha de papel e muito fundamentalismo religioso. Ano passado, tudo isto foi levado às raias do golpismo culminando com aquela capa assassina da Veja e sua repercussão depravada no Jornal Nacional.

Até aqui, o projetado pra próxima disputa envolve um protagonismo ainda mais escancarado de grupos de corporações como o Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal na levada moralista que substitui a política no embate a ser travado e sai em socorro da decadente mídia que assumiu o lugar da 'oposição fraquinha', pois os factoides inventados por esta não são mais capazes de chamar a atenção do eleitor, daí necessitar de teorias conspiratórias como a inventada pelo tresloucado tucano/togado Moro.

Mas, em algum momento, certamente que a política voltará ao centro do debate na medida em que o país tem evoluído significativamente no quesito transparência, fazendo minguar as revelações sensacionais com que o editor Carlinhos Cachoeira brindava os eleitores da Veja e telespectadores do Jornal Nacional na formação e destruição de reputações a fim do uso indecente e eleitoreiro desse material. Assim como minguarão os desvarios desse Bacamarte togado e seus assemelhados

Atualmente, ninguém dá um centavo de credibilidade pra Aécio, Serra, FHC e outros ungidos ao panteão da honestidade fabricada pela mídia, mesmo que esses malfeitores venham sendo acintosamente protegidos por aqueles que deveriam incriminá-los. Resta-lhes apenas o vazio político resultante da crença do senso comum de que ninguém presta.

Restará, então, a fabricação do "novo" aproveitando a sempre presente expectativa por um 'salvador da pátria' como forma de redimir a política brasileira, mas até isso é sujeito a chuvas e trovoadas na medida em que o exemplo Collor ainda vive na memória de boa parte do povo brasileiro.

É certo,também, que essa novidade aguardada não virá de vigarices como esse Instituto Teotônio Vilela, de resto, um vilipêndio à memória de um grande brasileiro que soube honrar sua história política com coragem e dignidade, coisa que falta aos seus falsos seguidores, oportunistas de fancaria cuja única adoração é o poder. Ao qual jamais retornarão se continuarem a esperar por essa bizarra 'argentinização' natural.

Nenhum comentário: