Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Inimigos do ensino público


O tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, fechou 150 escolas públicas sob a trágica desculpa de uniformizar os ciclos; o tucano Beto Richa, governador do paraná, promoveu o maior espetáculo de selvageria do ano quando mandou massacrar professor da rede pública daquele estado que tentavam impedir a aprovação de uma lei que subtraía recursos previdenciários transferindo-os para tapar um rombo orçamentário, causado pelo gasto exorbitante pré eleições. E o tucano Simão Jatene, governador do Pará, tenta obrigar os professores a dar aulas de reposição de forma gratuita, após uma greve de mais de 70 dias.

Curioso é que o governador tentou contratar, sem licitação e por R$7,5 milhões, duas escolas da rede privada para dar as tais aulas de reposição das 200 horas exigidas pela lei. Impedido de consumar a tenebrosa transação, agora tenta novamente impor aos docentes estaduais que reponham as aulas perdidas pelo alunado durante a greve, mas sem ganhar um tostão.

Com todo o respeito, mas isso é trambique. Se foram descontados por não trabalhar, tudo bem. Mas, se vão repor o conteúdo perdido naquele período, então, é como se tivessem trabalhado aqueles setenta e poucos dias, logo, merecem receber.

Ainda assim, estariam no prejuízo, já que as outras tungas operadas pelo governo do estado nem estão em discussão permanecendo, com efeito, a perda pelas horas retiradas da remuneração dos professores, bem como o não pagamento do piso nacional.

É, parece que a birra de Simão é com a escola pública. E esta não vem de hoje. Parece remontar aos tempos que Simão era apenas um auxiliar de Almir Gabriel, quando doaram para o TJE aquele imóvel do tradicional liceu de ofícios 'Lauro Sodré', iniciativa tão insana quanto nefasta, principalmente se levarmos em conta que aquela escola poderia ser, hoje, referência nacional no PRONATEC. Até onde irá essa perseguição de governantes tucanos contra o ensino público?

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